Fatores Influenciadores

Fatores Macroeconômicos

Os imóveis são bens de elevado valor individual e em geral têm grande peso relativo no orçamento das famílias. A aquisição de um imóvel depende em grande medida da disponibilidade de financiamento de longo prazo. Assim, o desempenho do mercado imobiliário é influenciado por diversos fatores macroeconômicos, como o crescimento do PIB e da renda per capita, o nível das taxas de juros, a inflação, a disponibilidade de crédito e a confiança do consumidor.

A inflação e as medidas destinadas a combatê-la – como o aumento das taxas de juros – resultam normalmente na diminuição da renda da população e, consequentemente, da expansão da atividade econômica. Aumentos nas taxas de inflação afetam o mercado imobiliário na medida em que reduzem a atividade econômica, o consumo e o investimento. Além disso, a evolução relativa dos índices de inflação, especialmente o INCC e o IGP-M, que, em geral, indexam os custos de construção e os recebimentos futuros na venda à prazo das unidades, respectivamente, afetam a rentabilidade da atividade de incorporação imobiliária.


Fatores Demográficos e Socioculturais

O crescimento da população brasileira, a elevada porcentagem de jovens em relação ao total da população, a tendência de envelhecimento da população, o declínio do número de habitantes por domicílio e a preferência sociocultural pela casa própria são elementos combinados que comportam um elevado potencial de demanda por imóveis residenciais no Brasil nos próximos anos.

De acordo com o IBGE, de 2000 até 2010, a população do Brasil cresceu de 169,8 milhões para 190,8 milhões de habitantes, representando uma taxa de crescimento anual composta de 1,17%. Segundo a mesma instituição, a redução da taxa de mortalidade combinada com a diminuição natural da taxa de natalidade resulta em uma tendência de envelhecimento gradual da população brasileira. Em 2002, o número de pessoas com mais de 60 anos de idade já tinha superado o número de crianças com idade inferior a cinco anos.

Apesar da diminuição do número percentual de jovens da população total, a taxa de crescimento da população brasileira e a população jovem do Brasil em termos absolutos proporcionam um potencial elevado de demanda por imóveis nas próximas duas décadas. Em 2010, a população com menos de 25 anos representava 42,0% da população total do Brasil.

O gráfico abaixo demonstra a distribuição da população brasileira por faixa etária de acordo com o Censo Demográfico de 2010:

Fonte: IBGE – Censo 2010


O aumento do número de domicílios com um único indivíduo também contribuiu para a redução da média. Em dez anos, a porcentagem dos domicílios com um único habitante aumentou de 7,5% para 10,2% do número total de domicílios.

Ainda, conforme estudo realizado pela Fundação João Pinheiro, o déficit brasileiro era de 6,273 milhões de unidades habitacionais, sendo que a maioria do déficit habitacional concentrava-se nas classes D e E:



2012 Déficit Habitacional por Renda Familiar

(em Salários Mínimos)
Déficit
 Habitacional Regional
Região Geográfica

(em milhares de unidades)
Até Três Três a Cinco Cinco a Dez Acima de Dez
Déficit Habitacional Total Aproximado 4.505 534 293 98 5.431
Norte 455 65 34 10 565
Nordeste 1.571 123 59 25 1.777
Sudeste 1.700 240 131 38 2.109
Sul 424 66 50 13 551
Centro-Oeste 357 40 20 12 429


Fonte: Estimativas da Fundação João Pinheiro

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